Garotas da Noite...


04/11/2005


Semana que vem será o dia "D" para nossos visitantes, em que os mesmos poderão estar mais a par do assunto de uma forma concreta, pois entrevistaremos algumas das "mulheres da noite" e saberemos os motivos que as levaram a vida e as coisas que rolam por fora e ninguem sabe, espere e aguarde, pois, quem viver verá!

Escrito por Nilson Junior às 20h28
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Texto base para nosso trabalho de campo

Trata-se do livro “Garotas de Programa: prostituição em Copacabana e Identidade Social”  de Maria Dulce Gaspar, publicado em 1985. Onde a autora relata a vida das garotas de programa tema central do nosso blog.

 

Seu interesse para a feitura desse trabalho foi quando uma amiga sua (Nádia) conta para ela que está fazendo programas para melhorar sua renda. Durante alguns dias a escritora entrou nesse mundo para tentar entender a organização das prostitutas da zona Sul do Rio de Janeiro e também tentar entender o código dessas “garotas da noite” e que para não parecer uma estranha no ninho, teve de criar uma personagem: uma prostituta para que seu caminho nesse mundo fosse mais fácil.

 

Seu estudo a principio era as prostitutas de camadas medias moradoras da zona Sul, universitárias ou vendedoras de butiques da moda ou filhas de profissionais liberais que em geral dispõe de carro, apartamento próprio, etc. Mas seguindo o conselho da sua amiga Nádia passa a ir nas boates que se encontravam na avenida Princesa Isabel e na rua Prado Júnior, em Copacabana, pois, existia por lá um maior número de mulheres para entrevistar.

 

Aconselhada pela amiga, Maria Dulce adota todas a maneiras de vestir e se comportar de uma prostituta, Por exemplo: teria de ir sempre aos lugares sem a companhia de homens, devia estar sempre bem vestida, maquiada e não ter cara de “boa moça”, para ser assim confundida e assim não pagar a entrada nesses lugares.

 

Depois de muitas idas as essas boates, a autora conhece Tânia, uma garota que fazia programas e show eróticos, e partir disso ela vira a principal informante de Maria Dulce, que passa a freqüentar o apartamento da mesma e pode assim fazer entrevistas mais elaboradas e começou ate a compartilhar dos momentos de descanso e lazer de Tânia.

 

Tânia em uma dessas conversar relata pra a autora que o perigo desse meio, o medo que elas enfrentam: maus tratos dos clientes, a falta de pagamento ou ate mesmo problemas com a policia.

 

Em resumo a autora em seu texto enfatiza as inúmeras dificuldade que enfrentou ao fazer esse trabalho de campo, por exemplo: fazer perguntas não é bem vinda, pois para as meninas tem um ar parecido com daqueles clientes chatos, ou os repórteres que usam do seu sensacionalismo para vender suas matérias. Outro exemplo citado pela autora era estabelecer relações permanentes entre as entrevistadas, pois essas garotas não tinham horários certo para as entrevistas e também faziam uma rotatividade entre as boates.

 

Para Maria Dulce, o que mais a interessava, não era apenas a relação das prostitutas que costumam ir às boates, mas também por ser uma fonte que mostra a diversidade das mulheres que procuravam na prostituição uma atividade econômica. Sendo muitas delas colegiais, universitárias, manequins, modelos e secretárias, sem que as aproximasse do estereotipo de “prostituta”.

 

Quem se interessar por esse tema leia esse livro, que tem uma abordagem interessante sobre o assunto...

Escrito por Bráulio às 15h03
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